Desde os primórdios eu acompanho seriados na TV a cabo. Suspense, policiais ou simples citycom´s me atraem pelo enredo, os diálogos e as tramas bem boladas. Os mais undergrouds podem discordar, mas não tenho problema em afirmar que já assiti muito C.S.I., Law & Order, Friends, Sinfeld, entre outros.
Os E.U.A. se tornaram expert´s nesta indústria que nos últimos 10 anos se tornou milhonária. A bola da vez (para mim) é o recém-estreado Studio 60 on the Sunset Strip. Os mesmos produtores de West Wing (não acompanhei este seriado. Mas sei que levou muitos prêmios por transformar os bastidores da Casa Branca em uma ótima trama) agora mostram os conflitos internos da produção de um programa semanal da NBC – canal de TV norte-americano.
A trama começa quando o atual produtor de Studio 60 tem um surto e solta o verbo durante o programa, ao vivo. Ele é demitido e Jordan McDreere (Amanda Peet), recém anunciada presidente da NBC, chama Matt Albey (Mattew Perry) e Danny Trip (Bradley Whitford) para retornarem ao programa – eles fizeram parte da equipe de Studio 60 4 anos antes, mas se desentenderam com Jack Rudolph (Steven Weber) alto executivo da NBC.
Diálogos rápidos, inteligentes e situações que conseguem deixar você preso na cadeira. Eles têm 5 dias para montar todo um programa que é apresentado às sextas. Mattew Perry (que assume a chefia da redação de Studio 60) tem retorno excelente depois de Friends. Ele mantêm muito do sarcasmo de Chandler Bing, personagem da sua última série. Ele faz parceria com Danny Trip (entra como produtor do programa), conseguindo uma química interessante, formando uma ótima dupla de protagonistas.
Fabiano Coura, Diretor de Planejamento da Neogama/BBH entrevista Marco Bebiano do Google.
“37% do tempo da mídia consumida pelo latino americano, vem da internet. Em contrapartida esta mídia abocanha apenas 5% da verba publicitária entre todos os canais.” No Brasil a porcentagem desta verba é menor. 2,1%.
E aí? É ou não é uma puta oportunidade que está de frente pro nariz de todo mundo?
Em um belo dia estávamos trabalhando eu e meus companheiros de agência. Surgiu a idéia de utilizarmos mídia em metrô para uma campanha de um cliente nosso.
Chamamos fornecedores para ver as possibilidades. Digamos, escassas possibilidades.
As vezes é foda escutar aquele papo chato da hegemonia Rio/SP. Mas infelizmente, tem muita coisa que realmente acontece e que existe a liberdade de se desenvolver por causa desta tal superioridade (leia-se superior como financeira, trabalho, fluxo de pessoas, etc).
O metrô de BH só possui aquelas placas tradicionais de estação, painéis internos de vagão e a adesivagem do metrô. Qualquer outra idéia, é barrada pela burocracia e pela sanção do governo. Alguns fornecedores que nos atenderam, têm filiais no Rio e em São Paulo. A cada pergunta “e se eu quiser usar as barras internas do vagão?”, “podemos trabalhar com a escada rolante?”, “quero usar isto, aquilo,etc”, vinha a resposta “não, esse tipo de coisa só no Rio ou em São Paulo”.
Para nossa tradicional população, ainda falta muita ousadia, vontade de arriscar e de abrir a mão para investimento em comunicação.